Nos conhecemos em um passeio de barco, mais precisamente, em um flutuante, pelo Lago Paranoá.
Moramos no mesmo condomínio, mas, até então, nossos caminhos nunca haviam se cruzado. Uma amiga em comum convidou o Carlos para o passeio, que aconteceu no dia 13 de janeiro e tinha um nome que, olhando hoje, parece até ter sido escolhido de propósito: Águas da Alegria.
Fomos apresentados rapidamente e, durante o passeio, Carlos tentou se aproximar. Puxou alguns assuntos e Juliana, como sempre, foi educada.
Carlos achando que estava indo muito bem e Juliana apenas sendo simpática, sem dar nenhuma abertura.
O passeio terminou e, na saída, Carlos teve a ideia de oferecer um jantar para alguns amigos. A intenção, evidentemente, era voltar a ver Juliana e também impressioná-la com os seus “dotes culinários”.
O jantar nunca aconteceu, mas Carlos usou o pretexto para começar a trocar mensagens com Juliana.
Em algum momento dessas trocas de mensagens, ainda apenas como amigos, Juliana comentou que a internet do apartamento dela não funcionava muito bem e que estava fazendo aulas de inglês. Como Carlos viajava bastante, começou a oferecer o seu apartamento para que ela pudesse assistir às aulas.
E assim começou uma bela amizade.
Vieram as conversas, as mensagens, os encontros e uma amizade que, aos poucos, foi fazendo com que ficássemos cada vez mais próximos.
Até que chegou o aniversário de 40 anos dela. Durante uma festa no Contemporâneo, em Brasília, alguma coisa mudou, apesar de nem sequer ter havido um beijo.
Segundo a própria Juliana, foi naquela noite que ela começou a olhar Carlos com outros olhos.
A amizade virou namoro. O namoro virou amor. E, pouco mais de dois anos depois daquele primeiro encontro, o amor nos trouxe até aqui: o casamento.
Hoje, amamos viajar, conhecer novos lugares, comer bem e descobrir novos sabores, sem nunca nos esquecermos de cultivar a nossa fé — algo especialmente presente na vida de Juliana, devota de Nossa Senhora, a quem entrega seus caminhos, suas alegrias e também os momentos mais importantes de sua vida.
Mas também gostamos muito das coisas mais simples.
De ficar juntinhos, sem fazer absolutamente nada. Conversando, assistindo à televisão ou simplesmente esfregando o pé um do outro.
Como diz a noiva, namoro é feito para acabar:
“Ou acaba para acabar ou acaba para casar.”
Bem… vocês já sabem como o nosso terminou.
Agora chegou a hora de dizer “sim”!